sexta-feira, setembro 01, 2006

Vida Fantasma

"Testa Fantasma"
(Óleo e carvão sobre tela,
Bruno Bernier, 1988)


Vida Fantasma*

Caminhando incertamente para um futuro
(Im)previsto
Promessa solene de incumprível exigência
Guardando com a vida (e a morte) a Sua bíblia,
O seu coração,
A sua versão
Testemunha suprema do mal (in)evitável

Contraria.

Apenas o respirar do cachimbo suave mantém a insolência dos dias
Das noites
Da concisa (i)mutabilidade das coisas
Impróprias
Para consumo
Esperando apenas partir
Quebrando o co(r)po agora vazio deixado para trás
Ao relento
Contam-se os cacos
Contam-se as vidas
Contam-se segredos
Contam-se verdades

E mentiras.

Suprimido por si próprio
Nada faz porque não quer
(Alguém que queira é o que realmente quer)
Mas o futuro aproxima-se
O passado persegue-te
E o presente arrebata-te!

*Orlando Gilberto de Castro*
*(jovem estudante português; os novos autores da Lusofonia; poema inicialmente colocado
aqui.)

1 comentário:

Anónimo disse...

Que blog...que variedade...parabéns
Demo

http://angolares.blogspot.com/