sábado, setembro 03, 2011

A Liberdade Tem A Marca do Meus Sangue

Freedom of Spirit

(Waalpaper, por walldesk)



A Liberdade Tem A Marca do Meus Sangue*


A Liberdade tem a marca do meu sangue

Pois fui eu quem defendeu

Esta nação flagelada

E pintou o verde de esperança

No rosto de quem achava impossível


Pois fomos nós
Escravos da roça
Oprimidos e sem vozes
Negros dos maminhos em vez de arroz
Pintamos o preto em branco
E tornamos esta terra em paz

A liberdade tem a marca do meu sangue

Pois fui eu

Na linha da frente

Quem alimentou esses famintos

Para que não morressem

Nas matas do deserto do Sahaara

E se reparares bem

Em cada alicerce da reconstrução

Desta nação tem a marca do meu sangue libertador.


*Sandro Feijó*

*(Poeta Universal; poeta angolano, 24 Agosto 2011)