quinta-feira, agosto 25, 2011

Os sinais antigos de quem procura eternidade

“Entardecer”
Original de W. Mooney


Os sinais antigos de quem procura eternidade*


Apetece confessar,

nestas folhas de memória

quem, na verdade, sou

e ousar seguir

minha procura.

Apetece confessar que estou aqui

a viver e reviver o amor.

Não apenas corpos em prazer,

mas os segredos antigos

de quem se faz eternidade.


Há viagens que são beleza,

mãos, cheiros, ouvidos, olhos

e todos os demais sentidos

que me dão a ilusão

de acrescentar a criação.

Esse humano, demasiado humano,

a que não posso ser alheio,

para que se descubra o infinito.


*José Adelino Maltez*
*(Cientista político; poeta português – poema retirado da obra “Sobre o tempo que passa”)

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