sexta-feira, janeiro 14, 2011

Só Alguns sentem e Poucos Compreendem!...

Fonte da Vida

(Óleo sobre tela, Alexandre Segrégio, 1994, daqui)

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Só Alguns sentem e Poucos Compreendem!*

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A Nossa dor

A dor de ser excluído

De não sentar a mesma mesa com os negros e brancos

Assimilados da alta sociedade

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A dor de desejar e não possuir

De sonhar

Não alcançar e diluir…

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Este cansaço incansável

Esta dor que eu trago no peito

É demais!

Não aguento

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Só alguns sentem e poucos compreendem

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A negritude da alma do meu musseque

O grito nostálgico de aflição

Da pobre mãe quando seu monami

Parte de cólera para eternidade nos seus braços

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Meus irmãos,

Minhas irmãs

Minhas mães

Das mais diversas cores e espécies

Espalhadas pelo mundo

Tal como Nguxi,

Também sinto a vossa dor...

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Só alguns sentem e poucos compreendem

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*Sandro Feijó*

*(Poeta Universal; poeta angolano, 10 Janeiro 2011)

1 comentário:

Anónimo disse...

Eu também sinto o poema de raiz feito por ti. Sucessos!!!!