quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Há um homem

"Sem nome"
(Tela de Lorenzo Macias – exposição na galeria Geraldes da Silva)


Há um homem*

1.Há um homem em cada
noite, que se multiplica em suadas mãos
para esmerar um corpo amado.

2.Há um homem
que se dissolve em suspiros
e queda fatigado nos teus braços
a cada noite, mulher!

3. E no oficio árduo das madrugadas
nasce um homem, um homem novo,
um homem de mil e uma auroras
assim como se plagiasse o resplandecer
dos teus olhos, mulher,
para cravar os astros de prazer.

4. Há um homem, mulher,
um homem que sou,
um homem que nasço,
somente quando te amo.
.
*Eusébio Sanjane*
*(Nova poesia moçambicana (n.1988); retirado
daqui)

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