O que é este Blogue?

Quando se junta uma amálgama de palavras, um conto ou um poema podem sempre emergir. A sua divulgação fará que não morram esconsos numa escura e funda gaveta. Daí que às minhas palavras quero juntar as de outros que desejem participar. Os meus trabalhos estão publicados sob o pseudónimo: "Lobitino Almeida N'gola". Nas fotos e pinturas cliquem nos nomes e acedam às fontes.
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segunda-feira, agosto 21, 2006

Quem sou?

"Serra da Chela – Leba"
(foto de José M. Lourenço, 2006)

.
Quem sou?*

Mas afinal quem sou eu!?
Nome não tenho
Nação não tenho
Origem não tenho
Parentes não tenho
Amigos não tenho
Dignidade não tenho
Cor não tenho
Idioma não tenho
Religiao não tenho.

Chamo-me palanca
Welwitchia mirabilis
Morro do binda
O pensador
A serra da Chela
A marimba e o kissange
A dikanza.

Sou kimbundo
Bacongo
Ngangela
Umbundo
Cuanhama
Fiote
Tchokue.

Sou o semba
E a massemba
A rebita
Kilapanga
Sungura.

Sou negro
Kilombo
Kazua
Sou o óbito
As lágrimas
O caixão e sepulcro
O palhão
Ou a mudança de luto.

Sou os rios
Lucala
Zenza
Luinha
Sem esquecer os outros.

Sou o roque santeiro
Congolenses
Asa branca
E os kuanzas…

Sou a lavra
A horta
A inceta
O kihande
A mataca
A mandioqueira
O bombom
E o funge.

Sou a maratona (…)
Festa
Capuca
Maruvo
Quissangua
Quimbombo
A música
Kizomba
Cuduro
Tarrachinha.

Sou o sol ardente
Calor suado
Chuva torrencial
Muzumbi
Sou o muloji
O kimbanda
Ou o milongo.

Sou a sanzala
A vila
E a cidade
Sou tudo.
Não tenho nome que me cabe.

*Luis Miguel*
*(poeta angolano, 2/7/06)

quarta-feira, julho 05, 2006

Queria ser empresário

Photobucket - Video and Image Hosting
"Empresário alheado"
(Foto retirada daqui)
.
Queria ser empresário*

Esta dor de não o ser
Seu peso
A balança desconsegue de pesar.

Esta dor de não o ser
A luz solar
Desconsegue de iluminar-me.

Esta dor de não o ser
A água dos rios
Desconsegue de matar
Minha sede.

Esta dor de não o ser
Faz com que todos os açucares
Desconsiguem de me adocicar.

Esta dor de não o ser
Leva a toda música do mundo
Impedir de me alegrar.

Esta dor de não o ser
Obrigou a noite
A tirar me o sono.

Esta dor de não o ser
Faz com que todas as comédias
Sejam insuficientes
Pra arrancar-se de mim
Um magro sorriso.

Esta dor de não o ser
Faz com que todas as vitaminas
Sejam nulas
Pra enriquecerem meu corpo
Com proteínas.

Esta dor de não o ser
Sua sujidade
A lixívia
Não conseguirá limpar.

Esta dor de não o ser
Sua cicatriz
Far-me-á deficiente físico.

Esta dor de não o ser
Tornando-me guloso
A fome jamais há-de acabar.

Esta dor de não o ser
A manhã de sol ardente
Nunca poderá me atrair.

Esta dor de não o ser
Impedirá que todos os perfumes
Afugentem seu mau cheiro.

Esta dor de não o ser
Fará com que todos os medicamentos
Impeçam de curar
Esta maligna doença.
.
*Luis Miguel*
*(um angolano em Holanda, feito a 02/07/2006)

sexta-feira, maio 05, 2006

Embondeiro (Mbondo)

"Alquimia da árvore (motivação Imbondeiro)"
(Óleo têmpera sem tela, do
artista angolano
Eleutério Sanches, 1991)

Embondeiro* (Mbondo)

Mbondo!
estou raquítico de forças
dê-me algo
da sua veia gordurenta.
Tenho cassenguembo.
Traga-me ndembo
e cure-me todas as feridas

Mbondo!
Lá fora
a criançada chora.
Mostre-me o seu florir
para com a flor
pormos uma criança a sorrir
com a boneca...
e não mais chorar com a dor
da ausência de um brinquedo

Mbondo!
Já sinto fome de novo
cubra-te de novo.
quero tuas folhas
verdejantes.
cubra-te de novo.
quero tuas folhas
para na falta de um jantar
encherem-me de forças

Mbondo!
Corra atrás do tempo
deixe-me cair a sua múcua
pois nesta vida crua
não quero sol
para minha pele corar.
quero o seu gelado
e minha alma refrescar

Mbondo!
Quero a sua corda
não para pendurar-me no pau
e pôr cobro à vida.
quero dela sem mal
para pôr uma calomba
apanhar um animal
trazer-me nova alegria
e poder dançar o semba

Mbondo!
Dê-me o seu jitongo
mate a nossa fome
para não ficarmos em macongo
e depois pegarmo-nos mucondo
mas estarmos sempre alegres

Mbondo!
Oferte-nos seu kibalo
para pôr água no cantil
ao passar pela nascente
em direcção à lavra
e não sofrermos de sede
por falta de água
em qualquer parte

Mbondo!
reveste-se novamente
impeça um raio solar
passar
traga-nos sua sombra
e deixe-nos repousar
solenemente
a toda hora
sem guerrear.


Alguns termos em kimbundo:
Mbondo: imbondeiro / embondeiro;
Cassenguembo: doença que origina borbulhas na língua;
Ndembo: medicamento que cura diversas doenças;
Boneca: flor do imbondeiro; nome que as crianças rurais lhe dão por ter um formato de boneca e assim brincam com ela;
Múcua: fruto do imbondeiro;
Calomba: um tipo de armadilha feita com ramas de palmeiras;
Jitongo: nome que se atribui a semente do imbondeiro;
Macongo: muitos problemas juntos;
Kibalo: a casca da múcua que na comunidade rural se utiliza como uma caneca ou como recipiente;
Mucondo: uma forma de dizer tristeza com as mãos.

*Luís Miguel*
*(poeta angolano, 14.Abril.2006)

segunda-feira, abril 17, 2006

Venha para mim

"Paisaje etéreo"
(Óleo sobre tela, de
Sara Diciero, 2005)


Venha para mim*

Venha!
Quero fazer-te minha amada
Uma virgem sagrada
Dona de um céu
E rainha de todo mundo.

Venha!
Quero te ter
Como a centelha do mundo
Alguém eleita por Deus
Feita um escudo
Para se tornar meu amparo.

Venha!
Quero fazer-te minha mãe
Pura e clemente
Para o mundo não te esquecer
Mas lembrar-se sempre
De mim
E todos os homens...
Pobres mortais

Venha para mim
Porque bendita
Quero que sejas
Lembre-se de mim
Entre em mim
E me dê a paz

*Luis Miguel*
*(poeta angolano, Abril 2006)

sexta-feira, março 03, 2006

Pobreza

(Mucancalas no árido deserto do Namibe)
.
Pobreza*

Ser pobre faz parte da vida
Porque nesse mundo, ninguém tem tudo
Muitos têm o que não queriam ter
E poucos têm o que gostariam ter
Não devia assim ser.
Mas isso faz parte do nosso ser
Ser pobre não é passar a noite com fome
Ter o dia vivido em lamentos
Conviver apenas com muito tormento
Não é termos uma casa de chapa
Trocando carro com uma trote
Ou então uma bina¹
Não é querer estudar
e não ter dinheiro para propina
Não é dormir numa esteira
Em vez do colchão de mola
Ser pobre, não é vestir roupas com remendo
Andar descalço
Adoentar sem ter como ir ao médico.
Comer algo deteriorado
Porque ninguém olha para o consumidor
Não é emigrar pelo mundo fora
Suportando toda dor
Não é ser jogador,
sem ir para liga milionária
Ser pobre, não é ter medo de sair à rua
Com medo de ser pedida gasosa
Não andar fora de hora
Com medo de perder a vida
Andar a vida inteira a pé
Sem aparecer quem nos dê pelo menos boleia
Viver em casa de renda
Sem saber quando construir a sua
Suportar uma pessoa chata
Aturando toda sua tralha
Até os mujimbos², sem esquecer as porcarias
Só porque o tal, é patrão
e tudo está em sua mão
Tudo isso passa de uma desilusão
Mas está longe de ser o pobre.
Ser pobre, pode ser coisa simples
Ser pobre é ter a vida na boa
Pensando que somos os melhores no mundo
Valentes e importantes
É comer e deitar o que sobrou, mesmo sabendo
que na rua, há quem morra de fome
Andar na rua como não me toques
Abusar, bater sem mais e nem menos
Armar-se em vaidoso.
É termos um carro, sem podermos dar uma boleia ao vizinho
Socorrer um doente em agonia
Passar por conhecidos
E aumentar a velocidade de propósito
Esquecer os antigos amigos
Por fazerem parte do clube dos acabados
Incluindo alguns
Que se calhar te deram jeito na vida
É aterrorizar uma rua, bairro ou cidade
Só porque o pai, mãe, ,tio, mano ou outro braço direito
Pertence à elite onde muitos são chamados,
mas poucos escolhidos
É ser comandado por uma preguiça
Se perder antes de partir
Ter a possibilidade de estudar
E esbanjar a sorte aos molhos
É ter medo de partir
Mesmo sabendo que o caminho espera por ti
Não construir uma casa
Porque alguém paga-nos o hotel
Contratar guardas, governantas e mais
Para mostrar que somos demais
Ser pobre, é ter o bolso cheio
Mas ter a mão pesada para uma doação
Por fim, é ver o mal nascer
E ainda ser a fonte do seu crescer
Ser pobre é olhar o outro com inveja
Mesmo que seja por beber uma cerveja
Lutar para subir
Pondo os outros a cairem em cascas de bananas
Ficando às avessas
Ser pobre não é ter algo a faltar
É ter o que nos falta, sem poder parar…

*Luís Miguel*
*(jovem poeta angolano, 28.09.2005 - ¹bicicleta; ²boatos)

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Porquê??

(Casal, autor desconhecido e retirado daqui)
.
Porquê???*

Porquê que gosto tanto assim de ti?
Porquê que sinto assim a sua falta?
Porquê que a olhar para ti fico derretido
Fico a me babar
Perco a palavra
Vejo vulto por tanto me perguntar
Sem encontrar resposta certa
Para definir uma pergunta que és tu?

Porquê que a pensar em ti
O coração me sobressalta
Até chegar a ficar
Como que tivesse problemas
Perco a palavra olhando para ti
Sinto-me como que estivesse a naufragar
Sou capaz de rir mesmo sem graça
A tua ausência na minha cama
Tem sido motivo suficiente
Para enxotar o meu sono?
Contigo sou capaz de me entregar todo?
Porquê?

Porquê que sem ti
Sou como vivente em terra desabitada?
Sou como uma ave que não constitui um bando
Porquê que és a única flor que a botânica me pode oferecer?
Porquê que és o sol que de dia
Me pode iluminar?
Porquê que és o melhor farol para os meus passos
O melhor que me possa fazer viver?

Porquê que em pleno céu
Não encontro uma estrela para comparar você
Chegando mesmo a perguntar
Se isso é apenas fruto do trabalho do homem
Ou passa só de um exagero de beleza?
Tanto me pergunto
Mas não sei onde encontrar este porquê
Creio que só mesmo tu…
Serás capaz de o revelar em mim mesmo
Porque tenho toda a certeza
Que mesmo percorrendo todos vales do mundo
Ir até ao lugar mais fundo do oceano
É impossível saber, senão tu mesma me dizer…

*Luis Miguel*
*(Um angolano em Holanda, 9/11/05)

domingo, janeiro 15, 2006

Corrupção

"Corruption"
(desenho de Jess Lucid)

Corrupção*

Então rapazes.
Que se está a fazer?
Será que ninguém ouviu
Ou alguém não quer dizer?
Saibam que estamos mal
Tamos num inferno de corrupção
Portanto, tenham compaixão de mim
Porque isso não me levará a lado nenhum
Por saber que sou, embora, um cábula
Isso que estou a dizer não é boato
Veio duma triste notícia
Tou a ler mesmo agora
Tamos na lista dos mais corruptos
Por isso choro...
Choro de muita vergonha
Creio que já chegou a hora
De irmos à luta
Porque o mal já está em cima da mesa
Não vamos mais tapar o sol com a peneira
Olhando com desdém
Como que nada acontecesse
E que tudo está bem.
Tamos mal…
Depois de ver isso fiquei fraco
Tou sem valor que nem um molho kassassado
Saí para rua e quando alguém soube quem era
Disse logo que sou corrupto
Caí para o chão. Não tive nada que falar
Porque ele tinha provas
Leu a notícia que está a girar
Com o destaque de uma Angola
Que por ela já não me orgulho
Mas me envergonho
Por favor ajudem-me
Encontrem a solução desse grande problema
Porque já não me aguento com tanta vergonha
E por isso sinto medo de sair para fora de casa
Não sei o que dizer dessa maca
Mas seria bom que atássemos todos
Todos que estão com o sim da corrupção
Mandem os tais amarrados…para a casa das leis
Usem a cadeia como centro de correcção
Para acabarmos com a corrupção
Lancem a aposta ao ar
Trabalhe quem quer…
Mas que seja para bem de todos
E não para tirar seus dividendos
Mandem tudo e todos
Apresentarem contas no fim do dia
Responsabilizem os maus actos
Para que não caiamos em ebulição
Porque a panela já está a ferver
Vamos nos queimar…
A corrupção já não é segredo
Ela já chegou até no outro lado
Por isso a temperatura aumenta
E tudo a qualquer momento rebenta
Tá tudo mal
Tamos entre a espada e a parede
Levante meu irmão
Traga-nos novas para o coração
Grite comigo por favor
Diga não à corrupção
Não tenho mais palavras
Tou tão aflito que já não me aguento
Acabem com isso
Vamos à transparência
Usem todos métodos legais
E assim seremos bem vistos
Por todo mundo
Até aqueles que nos têm como inimigos
Já poderemos nos dar o luxo
Porque já não seremos lixo
Pois a corrupção já não viverá em nós
Se isso não mudar
Juro que vou morrer…
Vou morrer de vergonha.
Porque onde passo
Só me apontam o dedo;
Porque a nossa banda mal cheira
No perfume da corrupção…
Para mim, vale mais perfumar papão
Que me envergonhar por essa maka;
Ou juntos, unidos e bem empenhados
Anulemo-los, então.
*Luis Miguel*
*(Estudante angolano em Holanda,
18/10/05)

terça-feira, janeiro 03, 2006

Do pó, voltaremos...

"Etéreo"
(foto de Tonspi)

Do pó, voltaremos… *

Na vida existe altos e baixos
Todos nós devemos saber isso
Sobretudo quando estamos no topo
Lugar onde todos se esquecem de tudo
Pensando que por aí a vida acaba
Como um pode ser pobre
Esse mesmo pobre pode ser rico
E o rico acabar por ser pobre
E ainda um pobre bem podre
Por isso quando fores rico
Não te esqueças dessas coisas nunca
Não subjugue ninguém
Pensando que a vida estará sempre a seu favor
Lembre-se que aquele que o maltratas
Amanhã ainda poderá ser seu chefe
E tu seres obrigado a bater a pala.
Não importa que seja seu menor
Ou alguém com pouco valor.
Se assim fizeres
Lembre que por frente vem algo
Que te vai doer, doer e doer muito mais
Do que a dor que ele sentiu em seu coração
Trate todos como irmão
Para que quando tudo te cair da mão
Não tenhas vergonha de voltar pa trás
Recomeçando uma vida
Em que tudo te sai pela culatra.
Ria sempre com todos
Abrace seu irmão
Mesmo que ele seja um ngadiama
Dê a ele sempre o pouco que tens
Sem repontar
Nem tão pouco fazer publicidade
Encare a vida com muita seriedade
Vivendo isso como uma pura realidade
Saiba que a riqueza é como um bom molho
Depois da garganta já não tem valor
Porque perde já o seu sabor
Com a riqueza o assunto é o mesmo
Quando se fecha o olho
Tudo se torna saudade
Isso é verdade.
O fim do mundo (a morte)
Não é coisa para com ela brincar
Ela não respeita ricos e pobres
Também com ela não se vive em corrupção
Porque se assim fosse
Todos os pobres já seriam mortos
Enquanto que para os ricos
Era só abrir os cofres
Para sacar os guitos
Para corromper uma morte.
Felizmente, ela não deixa-se por isso levar
Anda à nossa espera
Sobretudo aqueles esquecidos
Que pensam a vida como uma pêra
Esquecendo-se de tudo um pouco
Por serem donos dos cachos
Não faça isso, mano
Saiba que quando chegar a hora
Nada poderemos pendurar algo
Mas sim, iremos de mãos a abanar
E por isso muita gente fica a chorar.
Não despreze ninguém
Olhe todos como irmãos
Do mesmo sangue
Embora tenhamos diferentes
Raízes
Estenda a mão a quem tem fome
E não a feche para alguém que tenha sede.
Lembre sempre que ser rico não é tudo
Por isso não és o melhor
Se calhar, vais a caminho do pior
Por só pensares em contas no banco
Esquecendo o pobre ao lado
Esquecendo-se também que a morte leva tudo
Sendo assim, melhor é nos unirmos
Todos juntos como irmãos
Sem olhar quem é rico ou pobre
Para que tenhamos um amor forte
Que todas as riquezas do mundo
Um amor sem dor…
Termos uma condigna reputação
Para poder competir com a morte
Assim ficará bem bonito
Todos nós viveremos sem gemidos
E a vida será uma delícia
Mesmo vivendo anos sem uma carícia
Como aquela, na hora dos mujimbos
Este é o melhor caminho a seguir
Porque se pensarmos que somos ricos e está tudo feito
Tamos enganados
Mesmo morrendo e termos a campa com os melhores mosaicos
O nome é sempre o mesmo.
Morto
Aqui não se dirá em mortos ricos
Será apenas difundo
Que acaba depois por kibuzu
Portanto, tenha atenção
Porque o tempo continua a sumir
Quando estiveres num mbongue grande
Acarretando muito peso
Não olhe os cunangas desempregados
Com grande desprezo
Procure ser a alegria deles
Porque amanhã quando desceres
Serás colega deles
Passando assim a te envergonhares pelo olhar simples
Mesmo que alguém nada diga
Mas sim apenas quando te olharem
Vás baixar a cara por vergonha
E a pior solução
Será ir mesmo fumar cangonha
Para esquecer as malambas da vida
Fique tranquilo
Aqui não há trabalho pesado
A melhor solução
É ter cautelas em tudo que fazes
Sem fomentar calos
Para deixar tudo em pratos limpos
E teres amanhã um socorro garantido
E não andares com mãos à cabeça
Acompanhado de choros.
Porque assim vão te rir aos molhos…
*Luis Miguel*
*(Estudante angolano em Holanda, 12/10/2005)